UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
IFCS – HISTÓRIA
DISCIPLINA: TÓP. EM HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA II
PROF: RICARDO CASTRO
ALUNO(a): ALINE DUARTE DA GRAÇA DRE: 107413271
RIO DE JANEIRO, 04 DE ABRIL DE 2008
RESENHA – FILME: 1900 HOMO SAPIENS
O Filme Homo Sapiens é um documentário feito pelo diretor sueco, da cidade de Lund, Peter Cohen. Ele nasceu em 1946, após a II Guerra Mundial, e é filho de um judeu alemão que fugiu de Berlim durante a guerra. Seu grande sucesso foi Arquitetura da Destruição. O filme trata da Eugenia: estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. (definição: Francis Galton).
O documentário é baseado em arquivos de filmes e fotos que mostram de maneira clara como o conceito de eugenia foi explorado e pesquisado no durante o séc XX. As pesquisas se deram em vários países da Europa e nos EUA, mas o foco do filme é trazer à tona os objetivos e a crueldade dessas pesquisas na Alemanha fascista e na URSS.
Um dos conceitos centrais do nazismo é a “Raça Ariana”, a raça que seria legitimamente germânica e superior a todas as outras. Consequentemente, esse conceito abriu margem para a grande busca pelo corpo perfeito, descartando literalmente da sociedade aqueles que tinham deformidades ou eram considerados fora dos padrões arianos. Isso foi chamado de darwinismo social, ou limpeza social. Para tal “política de limpeza” o governo usou dos recursos de cientistas que estavam envolvidos nas pesquisas sobre a eugenia. Buscava-se criar uma sociedade de homens fortes e bonitos, onde de fato só os dotados dessas qualidades venceriam. O filme mostra que esse conceito não se limitou ao governo, mas se entranhou na sociedade. Um exemplo é o trecho em que mostra o governo direcionando uma série de requisitos a serem preenchidos por médicos após avaliarem crianças que, segundo tal política não seriam “perfeitas”, e os próprios médicos não observavam tais requisitos, e condenavam arbitrariamente à morte as crianças que eles consideravam “imperfeitas”, manipulando os motivos para a sentença.
Na URSS o foco não era o corpo em si, mas o cérebro. As pesquisas buscavam estudar os cérebros de homens brilhantes, como Lênin, e encontrar a forma de gerar uma sociedade de homens inteligentes. Comparavam a reprodução humana com a de animais, onde se escolhe os progenitores por suas qualidades genéticas, a fim de gerarem crianças, segundo o padrão determinado. Descartava-se aí, o amor entre os pais e a instituição da família. Os homens e mulheres passariam a ser simplesmente reprodutores de “gênios”.
O autor critica, através desse documentário, as atrocidades cometidas através do mau uso da eugenia. Os estudos de Darwin sobre a seleção natural, de Mendel e outros geneticistas foram usados para a produção planejada e manipulada de pessoas “fortes”, “bonitas”, “inteligentes”, enfim, pessoas que fariam parte de uma sociedade racialmente superior. Isso tudo a custo de muitas vidas que foram friamente mortas por terem nascido com algum tipo de defeito, que não as impedia de viver, mas simplesmente não as permitia atender a um padrão determinado por homens que não souberam respeitar a vida humana.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
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